sexta-feira, 8 de março de 2019

capítulo dezoito


Trabalhei até as 18:00 horas e fui pra casa. Só de chegar perto já me deu um frio na barriga, porque eu sei que vou ter que encarar meu pai. Entrei em casa e ele estava ali na sala, assistindo tv. Não falei nada e fui indo em direção as escadas.
rafael; manuela! volta aqui, a gente precisa conversar
manuela: pai, eu não to afim
rafael: eu não perguntei, to dizendo que a gente precisa e vai conversar
manuela: você já sabe tudo que precisa saber
rafael: que palhaçada é essa agora? namorando jogador e principalmente, aquele neymar que você sabe bem, eu não gosto nem um pouco dele
manuela: quem precisa gostar dele sou eu
rafael: você nunca falou desse jeito comigo, manuela
manuela: eu não vou mais ficar quieta ouvindo você falar mal da pessoa que eu gosto. Você ia ficar quieto se eu saísse falando mal da tua namorada? óbvio que não
rafael: é diferente
manuela: a única diferença aqui é o seu machismo em querer escolher quem eu devo beijar ou não. Já tenho 26 anos, sei muito bem o que é melhor pra minha vida
rafael: você tem 26 anos mas ainda mora debaixo do meu teto, eu tenho todo o direito sim de opinar na sua vida
manuela: o problema é esse? porque se for eu vou embora
rafael: não começa, manuela
manuela: não começa você, pai. Eu to cansada e você sempre querer mandar na minha vida
rafael: é bom você acabar com esse namoro
manuela: eu não vou acabar com nada, você gostando ou não. Eu to feliz, o neymar me faz feliz de um jeito que eu não me sentia a anos
rafael: para de ser cega, minha filha. Daqui a pouco ele arruma outra famosa e larga você. É tão difícil enxergar isso
manuela: eu não consigo acreditar que essas palavras estão saindo da sua boca
rafael: já tá dito, manuela. Larga esse moleque
manuela: eu não vou mais perder tempo com você discutindo sobre isso
rafael: na minha casa ele não entra
manuela: pode deixar, eu faço questão dele não entrar aqui mesmo até porque, quem vai sair daqui sou eu - fui subindo
rafael: MANUELA, VOLTA AQUI!
Entrei no meu quarto, bati a porta e as lágrimas já começaram a cair. Parece que tudo e todos conspiram contra eu e o júnior. Primeiro a mãe e a irmã dele, agora meu pai. O que eu vou fazer? Respirei fundo e mandei mensagem pra carol, ela disse para eu ir pra lá e ficar o tempo que eu quisesse. Arrumei uma mala e desci. Meu pai ainda estava ali na sala, falando no celular. Passei rápido pela sala e fui abrindo a porta.
rafael: MANUELA, AONDE VOCÊ VAI?
Nem respondi e saí logo de casa. Fui pra garagem, destravei as portas do meu carro, coloquei minha mala no banco de trás, entrei e dei partida. Fui segurando o choro o caminho todo. Nunca pense que sairia da casa do meu pai desse jeito. Pra alguns pode parecer drama, brigar com meu pai por causa de um relacionamento, mas acho que a partir do momento que o respeito acaba, é o momento de se retirar. Cheguei na casa da carol e, ela veio me receber de braços abertos. Abracei ela e foi aí que eu chorei.
carol: amiga, tá tudo bem. Agora você tá aqui, isso que importa
manuela: desculpa atrapalhar
carol: você não nos atrapalha nunca
marquinhos: emanuelle, vem cá - me abraçou - cê tá em casa, aqui também é sua casa
manuela: obrigada, gente. Não sei o que seria de mim sem vocês
carol: não sei o que seria de nós sem você - rimos - já sabe onde é seu quarto, né?! - assenti que sim - então sobe, descansa que eu sei que o seu dia foi muito puxado hoje
manuela: de novo, obrigada
marquinhos: não precisa agradecer - me deu um beijo na testa e eu subi
Entrei no meu quarto e fui colocando minhas coisas na cama. Peguei meu celular na mochila e vi que tinham quatro chamadas perdidas do júnior e mais mensagem dele no whatsapp. Abri a mensagem.
Já chegou em casa?
To preocupado que você não me atende e nem me responde
Assim que ver essa mensagem me liga, por favor
Liguei pra ele que no segundo toque já me atendeu.
júnior: oi, manu. Já tá em casa? to preocupado
manuela: fica tranquilo, tá tudo bem
júnior: e como foi com o seu pai?
manuela: eu saí de casa
júnior: o que? vocês brigaram?
manuela: sim, brigamos e eu achei melhor sair de casa
júnior: onde você tá? eu vou te buscar agora
manuela: jú, tá tudo bem, to na casa da carol e do marquinhos
júnior: por que você não me ligou? eu te buscava, falava com o seu pai, sei lá. Não ia deixar você passar por isso sozinha
manuela: eu to bem aqui, você sabe
júnior: vai pro apê
manuela: que? fazer o que lá?
júnior: amanhã você vai, tá bom? vou pra lá também pra gente ficar junto, não quero ficar longe de você nesse momento
manuela: tá bom
júnior: e como cê tá?
manuela: um pouco confusa com tudo isso, mas tá tudo bem
júnior: desculpa, tá?! não queria causar tudo isso
manuela: mas você não tem culpa de nada, não fala isso
júnior: promete pra mim que vai ficar bem?
manuela: prometo tentar
júnior: amanhã a gente vai se encontrar e vou te dar todo o amor e carinho que você merece - sorri - se cuida, tá?! e dorme bem
manuela: você também, jú. Beijo
júnior: beijo - desliguei
Eu ainda estava meio confusa com tudo isso, sei lá. Tomei um banho pra relaxar, vesti meu pijama e fui pra cama. Liguei meu notebook e fui editando alguns vídeos e uma matéria que ia pro site do EI. Bateram ali na porta do quarto, dei permissão para entrar e era a carol.
carol: oi, tudo bem? - assenti que sim, ela entrou e sentou ali na cama comigo - você tá com uma carinha triste
manuela: não queria ter brigado com meu pai e com a mãe do júnior no mesmo dia
carol: você brigou com a mãe dele?
manuela: não foi briga, só falei pra ela tudo que eu pensava, porque não aguentava mais ouvir ela falando tanta mentira sobre mim
carol: e o ney?
manuela: não falou nada, ele sabe que é verdade
carol: meu deus! que doideira, pelo menos ele não ficou contra você
manuela: se ficasse eu acho que nem olhava mais na cara dele - rimos
marquinhos: com licença - bateu na porta e foi entrando - emanuelle, tem uma surpresa pra você
manuela: pra mim? - ele deu passagem e o júnior entrou ali, me deixando de boca aberta - o-o que você tá fazendo aqui?
júnior: precisava te ver - veio até mim e me abraçou - não ia conseguir dormir sem te olhar e saber que estava tudo bem com você
manuela: louco, veio com o pé desse jeito
júnior: tá imobilizado, sem problemas - ele segurou meu rosto e me beijou - como cê tá? - passou a mão no meu rosto
manuela: agora to muito melhor
júnior: isso mesmo que eu queria ouvir - ele sorriu e me deu um selinho
carol: ai, ney, tão feliz que você veio ver ela
júnior: eu tinha que vir - ele deu um abraço na carol - obrigado por cuidarem dela
marquinhos: a gente sempre vai cuidar e receber ela de braços abertos aqui
carol: isso é verdade
manuela: você veio com quem?
júnior: meu motorista me trouxe, vim te buscar
manuela: pra que?
júnior: vamos pro apê
manuela: jú, não
júnior: manu, sim -  rimos - sei que a carol e o marquinhos vão ficar felizes
carol: vamos mesmo, porque ela só sorriu quando você chegou
júnior: tenho esse poder - rimos
Bom, me troquei, peguei minhas coisas e nós descemos. Agradeci o meu casal por me abrigarem por essas poucas horas e, saímos. Entramos no meu carro, o júnior ligou o rádio e foi comandando as músicas até chegarmos no apê. Estacionei, pegamos nossas coisas no banco de trás e subimos pro nosso andar. O júnior abriu a porta e nós entramos.
manuela: refúgio
júnior: sabe que esse está se tornando o meu lugar favorito aqui em paris
manuela: por que será?
júnior: porque toda vez que eu venho aqui, eu to com você - ele segurou minha cintura e me beijou - tenho uma coisa pra você - mexeu no bolso e tirou uma chave - cópia da chave pra você ficar aqui
manuela: sério?
júnior: claro, quero que você fique tranquila
manuela: não precisava fazer isso, eu podia ficar na casa da carol e do marquinhos
júnior: sei que tenho uma boa parcela na briga com seu pai então, assim eu me sinto mais tranquilo
manuela: você não existe
júnior: existo sim - me beijou - amanhã a gente vai em um lugar especial
manuela: lá vem você com essas surpresas
júnior: antes de ir pro brasil, preciso fazer algo de bom pra nós
manuela: você já faz muitas coisas boas pra nós - ele passou a mão no meu cabelo e nós nos beijamos.
Acordei no outro dia com meu celular despertando, desliguei pra não acordar o júnior e abracei ele. Que vontade de continuar na cama com ele. Dei um beijo nele e levantei logo pra não me atrasar. Peguei uma roupa na mala que eu nem desfiz e fui pro banheiro. Escovei os dentes, tomei banho, me vesti e fui me arrumando ali no banheiro mesmo. Assim que fiquei pronta, ajeitei minha mochila, fazendo o mínimo de barulho possível, dei um beijo na testa do júnior e saí do quarto. Dei de cara com uma moça com várias sacolas, colocando tudo no lugar.
manuela: quem é você?
xxx: oi, meu nome é carmen, trabalho com o neymar
manuela: meu deus, que susto - coloquei a mão no peito e, eu e ela rimos - prazer, manuela - dei um beijo nela
carmen: o ney pediu pra eu abastecer a geladeira e os armários
manuela: ah, tudo bem. Eu já to saindo. Bom dia
carmen: bom dia, dona manuela
manuela: sem o dona, por favor - ri e saí
Peguei meu carro, liguei o rádio e fui cantando até chegar na redação. Estacionei, saí do carr e já fui cumprimentando todo mundo. Fui pra minha mesa, liguei o computador e já fui me atualizando de tudo, depois, fui pra sala do meu chefe entregar meu trabalho e dar minhas ideias de pauta.
mateo: manu, eu quero uma matéria detalhada sobre a lesão do neymar, todo mundo quer saber sobre isso e nós não podemos ficar atrás nesse momento. Sei que vocês dois se dão bem, tenta uma entrevista, conversa com os médicos
manuela: tu-tudo bem
mateo: conversa com o pessoal do psg, os colegas dele. Você consegue, manuzinha
Encerramos nossa conversa e eu voltei pra minha mesa. Depois que almocei com o Leon, fomos pro ct do paris acompanhar o treino da tarde deles, assim que terminou o treino, fiquei conversando um pouco com o kylian e o thiago e, fui embora. Cheguei no apê e o júnior não estava, mas tinha um bilhete dele na geladeira.
“Fui em casa me arrumar pra nossa noite de hoje, mas em breve to de volta. Fica linda me esperando, aliás, você é linda de qualquer jeito. Beijos do seu juninho”
Fiquei toda boba lendo aquele bilhete e fui pro quarto. O apê estava todo arrumadinho, com certeza foi a moça que estava aqui mais cedo. Deixei meu notebook carregando e fui ver roupa na mala, não tinha nada pra uma noite especial, só trouxe roupa pra trabalhar mesmo. Passei em casa, porque sabia que esse horário meu pai ainda não tinha chegado. Fiz outra mala com mais algumas roupas e fui embora logo, pra não correr o risco de dar de cara com ele. Cheguei no apê de novo e tomei um banho quentinho, terminei, vesti uma roupa confortável e, enquanto não chegava a hora de sair, fui criando pauta pra matéria sobre a lesão do júnior. O júnior me mandou mensagem avisando que estava vindo pra cá e eu fui começar a me arrumar. Me vesti e fui me maquiando. Quando estava quase pronta, ele entrou no quarto e ficou me olhando.
júnior: nossa, tá muito gata - segurou meu queixo e me deu vários selinhos
manuela: onde a gente vai?
júnior: lugar especial. Como foi seu dia?
manuela: normal e o seu?
júnior: fiz um milhão de exames, mas tudo tranquilo
manuela: não quero que você vá pro brasil - fiz beicinho
júnior: também não queria, mas é rapidinho e também, você pode ir e ficar comigo lá na minha casa em mangaratiba
manuela: junto com a sua mãe? de jeito nenhum
júnior: ah, não fala isso
manuela: cê me entende, né?!
júnior: entendo, mas queria você lá comigo
manuela: depois a gente conversa sobre isso
Fiquei pronta e nós saímos. O motorista dele abriu a porta pra gente, agradeci e nós entramos. Eu e o jú fomos conversando até o lugar que ele ia me levar.
júnior: seu pai te procurou?
manuela: não, ele deve pensar que eu to na carol
júnior: melhor assim
manuela; e como estão as coisas na sua casa?
júnior: ah, mesma coisa
manuela: você acha que a gente tá errado?
júnior: claro que não, nós já somos adultos e podemos escolher o que queremos pra nossa vida. Nossas famílias tem que aceitar isso, não pega pilha com essas coisas, tá tudo bem - ele passou o braço por cima dos meus ombros e me beijou
Chegamos em frente ao L’Auberge Bressane, bistrô bem tradicional aqui em paris.
manuela: jú, mas vão ver a gente juntos
júnior: eu dou sempre um jeito em tudo - me deu um selinho e saiu do carro - vem - pegou minha mão e eu também saí do carro. Entramos no restaurante que estava completamente vazio e parecia que eles estavam a nossa espera.
manuela: eu to ficando maluca ou você fechou o restaurante pra gente?
júnior: isso mesmo - me deu um selinho
Cumprimentamos as duas pessoas que falaram que iam nos atender hoje e sentamos. Pegamos o cardápio que estava personalizado com: Uma noite para Manu.
manuela: eu só não to conseguindo acreditar nisso tudo
júnior: por que? - segurou minha mão - cê merece
manuela: obrigada - ele beijou minha mão
Nosso jantar foi maravilhoso. Júnior pensou em tudo e eu não tinha do que reclamar. Depois que terminamos, agradecemos o pessoal pelo atendimento e fomos embora. Entramos no carro e o motorista deu partida.
júnior: vou te levar em outro lugar
manuela: tem mais coisa?
júnior: claro - me beijou
Meu coração acelerou por ver que estávamos chegando perto do muro dos “eu te amo”. Olhei pro júnior que sorriu e beijou minha testa. Saímos do carro e fomos indo devagar até onde fica o muro e, não tinha ninguém por aqui, coisa que era de se esperar pelo horário.
manuela: você gostou desse lugar, né?!
júnior: claro e como da primeira vez eu fiz tudo errado, quero consertar - olhei pra ele - eu te amo, manu! - meu coração deu um salto, eu juro que não esperava ouvir isso do júnior - nunca pensei que fosse capaz de amar alguém em tão pouco tempo, mas você é uma mulher incrível. Admiro sua força, sua dedicação a tudo e o jeito que você cuida de mim. Passando por cima de qualquer coisa, me sinto privilegiado por ter você do meu lado - eu já estava me segurando pra não chorar - te trouxe aqui porque esse lugar é especial pra nós, mesmo eu fazendo tudo errado da primeira vez - rimos - mas agora eu não vou errar… manuela, quer namorar comigo?
manuela: jú...júnior
júnior; vai, diz que sim - ele passou a mão no meu cabelo
manuela: sim, claro que eu quero namorar com você - ele sorriu e me beijou - eu te amo
júnior: vou fazer ser especial
manuela: já está sendo - nos beijamos de novo
Nós dois ficamos por mais um tempo ali e depois fomos embora. É oficial: estou namorando! Dá pra acreditar?! Ainda to meio tonta com tudo isso. No caminho até o apê, fomos parando em alguns lugares e tirando foto. Chegamos no apê e já fomos indo pro quarto, queremos aproveitar essas últimas horinhas antes do júnior ir pro brasil. Ele já foi me beijando e nós caímos na cama. (...) Depois que rolou, tomamos banho, vesti uma camiseta dele e nós deitamos. Dei a notícia do namoro pros meus amigos do brasil e pra carol e, eles parece que ficaram mais empolgados que a gente. Eu e o júnior demos risada dos áudios que nos mandaram. Fiquei dando uma olhada no instagram e postei uma foto minha.
manupagliari ❤️
Li os primeiros comentários e coloquei meu celular ali na cômoda.
manuela: não quero dormir, porque quando eu acordar você vai ter que ir
júnior: não fala isso, amor. Vai passar rápido
manuela: to com o coração apertado
júnior: queria muito ter você lá comigo, mas entendo que seu trabalho é prioridade
manuela: muito difícil isso tudo
júnior: a gente vai se falar todo dia
manuela: promete?
júnior: claro que eu prometo - ele me beijou, deitei no seu peito e ele ficou fazendo carinho no meu cabelo até eu dormir...

sexta-feira, 1 de março de 2019

capítulo dezessete


Hoje é dia de champions, é dia de Real Madrid x PSG e eu já acordei nervosa. Levantei, já tomei um banho, me vesti, escovei os dentes, liguei meu notebook e fui me atualizando sobre tudo do mundo esportivo. Arrumei minha mochila com tudo que ia precisar e saí do quarto, fui pro restaurante do hotel e tomei café enquanto combinava com a Tati onde íamos nos encontrar. (...) Fomos praticamente as primeiras a chegar no estádio, já fui montando meu equipamento ali e fui repassando algumas coisas. Aproveitei que o tempinho estava livre e mandei mensagem pro júnior.
     Tá tranquilo? Pq eu to muito nervosa kkkkk
Aquela tensão de sempre
Mas to tranquilo
Tá aonde?
     Aqui no Santiago Bernabéu
Vc chega cedo, hein
     Muita coisa pra falar pro Brasil
Fala bem de mim kkkkk
     Não, vou falar muito mal, se prepara
Pensei que você gostava de mim
     Gosto não, só quero saber coisas da sua vida e soltar na imprensa
HAHAHAAHAHAHAHAAHAHAHAHHHAHAAHAHAHAHAH
Rindo pra não chorar
Não brinca com isso não, pô
      Tchau, preciso trabalhar!
      Bom jogo, to aqui na torcida
Obrigado, meu amor
Bom trabalho
Ainda não to acostumada quando ele me chama de meu amor. Eu e a tati nos preparamos e fizemos nossa primeira entrada ao vivo pro Brasil.
manupagliari REAL X PSG - CENA 1
Faltavam alguns minutos pro jogo começar, fomos pro lugar da imprensa ali na beira do campo. Os jogadores foram entrando em campo e começou a tocar o hino da champions, que faz todo mundo se arrepiar. Isso é champions league! O jogadores ficaram perfilados em campo, meu coração estava batendo muito acelerado. Depois de todo o protocolo, o jogo ia começar. O jogo estava difícil mas, aos 33 do primeiro tempo, o psg abriu o placar com um gol do rabiot, é isso mesmo? O paris vai ganhar do real madrid dentro do Bernabéu?! Eu espero que sim. O jogo foi seguindo mas, no final do primeiro tempo, teve pênalti pro real e o cristiano ronaldo marcou e assim se encerrou o primeiro tempo, 1x1. No intervalo, fiquei fazendo algumas anotações. O segundo tempo começou e o jogo estava difícil mas, no final do jogo, cristiano marcou mais uma vez e depois o marcelo. Resultado final: 3x1 pro real madrid. Assim que terminou, corri pra zona mista com a Tati e ficamos esperando os jogadores. O único do psg que eu consegui entrevista foi o Rabiot, autor do gol e, eu e a Tati conseguimos uma entrevista com o Marcelo. O dia aqui em Madrid foi bem produtivo. No caminho de volta pro hotel, mandei mensagem pro júnior.
     Como você tá?
Odeio perder
Vc deve imaginar como eu estou
     Chegando em Paris a gente se encontra
Sim, quero muito te ver
Cheguei no hotel, coloquei meu notebook pra carregar e fui tomar um banho. Vesti meu pijama e já fui editando tudo de hoje, preparando matéria e mandei tudo pro meu chefe. Pedi o jantar no quarto e, depois que comi, escovei os dentes e dormi, porque estava muito exausta.
(...)
De volta em paris e, fui dar uma passada em casa pra largar minhas coisas, já que o júnior vai passar aqui pra me buscar e nós irmos pro apê. Realmente, aquele lugar é nosso refúgio. Subi pro meu quarto e fui arrumando tudo pra amanhã, porque vou direto pro trabalho. Tomei um banho, me vesti e fui me arrumando. Depois de uns 20 minutos, o júnior mandou mensagem avisando que estava lá em baixo, peguei minhas coisas e desci.
rafael: oi, vai aonde? - ele estava entrando em casa
manuela: vou dormir fora
rafael: não para mais em casa mesmo
manuela: ai, pai
rafael: se cuida - me deu um beijo - já falei que quero conhecer esse rapaz logo
manuela: ééé…. quem sabe um dia, né?!
rafael: manuela!
manuela: te amo - mandei um beijo pra ele e saí de casa
Vi o carro do júnior ali na frente e entre atrás, onde ele estava.
júnior: finalmente - ele me beijou e o motorista deu partida - to precisando de você
manuela: tá bem?
júnior: um pouco decepcionado, mas to bem - passei a mão no rosto dele que beijou minha mão - e você, tá bem?
manuela: to sim
júnior: agora vamos passar esse tempinho juntos, esquecer um pouco os problemas
manuela: tudo o que eu mais quero - ele sorriu e me beijou mais uma vez
Chegamos lá no prédio e subimos pro andar onde fica o apê. Entramos e como sempre, ele estava do jeitinho que a gente sempre deixa.
júnior: refúgio
manuela: quem arruma isso tudo?
júnior; duas moças que trabalham lá em casa - ele me abraçou por trás e beijou meu pescoço - pedi pra elas fazerem mercado dessa vez
manuela: nossa, muito preparado
júnior: quero ficar o máximo de tempo possível aqui com você - virei pra ele - cê topa, né?!
manuela: você tá romântico
júnior: eu sou, vou mostrar pra você todo meu romantismo - rimos - tá com fome?
manuela: não
júnior: então vamos lá pro quarto, é melhor - me beijou e nós fomos pro quarto. Entramos, larguei minha mochila na poltrona que tinha ali e o júnior já foi me beijando. Caímos na cama e ele foi beijando  meu pescoço e abrindo os botões da minha blusa. Ele tirou a camiseta e voltou a me beijar. Enquanto os beijos rolavam, o júnior abriu os botões da minha calça e eu ajudei ele a tirar. Fiquei por cima dele e fui beijando seu pescoço, descendo a boca até chegar na calça dele, que eu logo tirei e passei a mão por cima do seu membro, fazendo ele gemer - ahhh, não faz isso comigo
manuela: deixa comigo - me livrei logo da sua cueca
(...) Depois que rolou, o júnior foi colocar a banheira pra encher, fomos pro banheiro e rolou por ali mais uma vez. Tomamos banho, vesti uma roupa bem confortável e saímos do banheiro. O jú disse que ia preparar alguma coisa pra gente comer, liguei meu notebook e fui revisando algumas coisas do trabalho. Recebi um e-mail do meu chefe me elogiando pelas matérias que eu enviei e, que uma delas já estava no site do esporte interativo, já fiquei toda feliz. O júnior entrou ali no quarto carregando uma bandeja com sanduíche e suco.
júnior: pronto, você tem que alimentar - sentou meu lado e beijou meu pescoço - já tá trabalhando
manuela: acabei de saber que um dos meus materiais foi pro site e meu chefe me elogiou
júnior: você é foda, a jornalista mais foda de paris
manuela: obrigada, jú - segurei seu rosto e dei vários selinhos nele
júnior: agora você precisa comer
manuela: vou editar umas coisas pro kylian
júnior: ah, ele vai entender se você demorar um pouquinho pra se alimentar. Vamos, larga esse computador
manuela: ta - revirei os olhos
júnior: não faz essa cara pra mim
O júnior colocou música e nós ficamos comendo e cantando. Depois que terminamos, lavei o que nós sujamos e voltamos pra cama.
manuela: tem como a gente não sair dessa cama por uma semana?
júnior: seria uma boa - ele me beijou e mordeu meu lábio inferior - linda - me deu um selinho
manuela: lindo
júnior: seu pai não fala nada?
manuela: como assim?
júnior: você tava sempre em casa, era só casa e trabalho, e agora só tá dormindo fora - rimos
manuela: ele disse que quer te conhecer, mesmo sem saber que é você
júnior: eu vou lá, pô
manuela: tá maluco?
júnior: ah, seu pai não vai com a minha cara, né?! mas eu conquisto o sogrão
manuela: você brinca com as coisas
júnior: a gente tem que brincar, emanuelle
manuela: até você com isso? - rimos
júnior: por que o marquinhos te chama de emanuelle?
manuela: pra implicar, ele via que eu não gostava e aí sim que insistiu. Agora to acostumada, toda a família dele me chama assim - rimos
júnior: ele é foda!
manuela: é meu irmãozão de paris, ele e a carol
Domingo, 25 de fevereiro 2018
Posso dizer que eu e o júnior estamos mais grudados do que nunca. Passamos todo o tempo livre juntos no apê, já que a mãe dele não foi embora e a irmã chegou. Algo me diz que elas estão fazendo isso porque não querem que ele me leve lá mas, estamos muito bem no “nosso”apê. Meu pai insiste em conhecer a pessoa que eu estou me envolvendo mas acho que ainda não é o momento, talvez meu pai não esteja preparado, porque pra ele vai ser um choque. Fora isso, todas as pessoas que sabem nos apoiam, principalmente os brasileiros do psg. (...) Cheguei no parc des princes, hoje não vim a trabalho, vim para assistir o jogo no camarote do marquinhos junto com a carol e a família toda mas, mesmo que não esteja trabalhando, fiquei de olho em tudo para usar no trabalho depois.
carol: e como vocês estão? você e o ney
manuela: ah, estamos bem, curtindo todo o tempo que podemos
carol: eu achei essa história do apê genial, só mostra que ele quer ficar com você, independente do que a família pensa
manuela: sim, mas é complicado, ninguém quer ser odiada pela família do cara que tá se relacionando
carol: quando elas perceberem a menina de ouro que você é, tenho certeza que vão pedir desculpas por tudo que fizeram
manuela: nem precisa me pedir desculpa, é só me tratar com respeito
O jogo estava prestes a começar, fomos sentar lá fora pra acompanhar tudo e os jogadores foram entrando. Filmei a entrada deles e postei nos stories. Eu e a carol ainda fizemos stories juntas e eu fui prestar atenção no jogo. Logo aos 10 minutos saiu gol do Kylian, pelo jeito esse jogo já é do psg. No segundo tempo, quando já estava 3x0 pro paris, o júnior se machucou e juro que do camarote deu pra ouvir o grito de dor dele. Meu coração deu um salto. Levantei e coloquei as duas mãos na cabeça. Entraram correndo com a maca e o médico do psg e, ele saiu de campo chorando.
carol: meu deus, manu
manuela: eu preciso ir lá
carol: amiga, vai
manuela: eu to indo
Saí correndo ali do camarote e já estava com os olhos marejados. Corri pro departamento médico dos times que tem aqui no estádio e, pra minha sorte e por conhecer todo mundo, consegui saber que estavam levando o júnior pro hospital, pelo jeito foi mais grave do que eu imaginava. Só vi a hora que a ambulância estava saindo, meus olhos já estavam marejados e eu nem sabia o que fazer. Vi o gil e gritei por ele, que me olhou. Corri até onde ele estava.
manuela: como ele tá? pra onde estão levando ele?
gil: ele machucou e tá com muita dor
rafaela: não interessa pra você o que meu irmão está passando
gil: rafa, pega leve. A gente tá indo lá pro hospital também. Tchau, manu - eles foram
Pensa, manuela, pensa! Quer saber? Eu vou pra esse hospital também. Peguei um táxi ali na frente do estádio e fui pro hospital. Cheguei lá e, como eu não era da família não me deixaram entrar. No desespero, liguei pro gil que disse que ia ver o que conseguia fazer. Não demorou muito pro pai do júnior aparecer e meu coração acelerar por medo de ser xingada por ele também.
neymar: oi, manu
manuela: oi, como ele tá?
neymar: vem comigo - ele liberou minha entrada e fomos indo - só deixei você entrar porque eu sei o quanto você é especial pro meu filho. Só quero te pedir uma coisa
manuela: o que?
neymar: ignora qualquer coisa que a nadine e a rafaela falarem, tudo bem? - assenti que sim
Entramos no quarto e estava todo mundo com o júnior, eu estava nervosa porque não sabia como ia ser recebida por todos. Vi o júnior deitado, com o pé imobilizado e a mão no rosto. Ele me viu e estendeu o braço pra mim, fui até ele e o abracei.
júnior: que bom que você tá aqui
manuela: eu vim o mais rápido que eu pude, como você tá? - passei a mão no rosto dele
júnior: com dor
manuela: se Deus quiser não vai ser nada grave
júnior: amém - ele me beijou
nadine: pronto, já conferiu que ele machucou de verdade, agora pode soltar pro pessoal da imprensa. Já pode ir embora
rafaela: eu nem sei porque deixaram ela entrar aqui
júnior: a manuela vai ficar e tá encerrado o assunto! - elas olharam assustadas pra ele, acho que não esperavam que ele fosse falar alguma coisa
Fiquei sentada ali na cama, segurando a mão dele o tempo todo, não queria sair do lado do júnior. O médico entrou junto com o médico do paris, o preparador físico e o terapeuta do júnior. Eles falaram que hoje não dava pra saber muita coisa por conta do inchaço do pé dele, mas que ele ia voltar e fazer mais exames amanhã. O júnior foi liberado pra ir embora e, o jota foi empurrando a cadeira de rodas que ele tava, enquanto eu segurava sua mão. Falei que não ia sair do lado dele. Fui com eles até onde estava o carro deles.
júnior: vem comigo
manuela não é uma boa ideia
júnior: quero que você fique comigo
manuela: jú, cê sabe que não dá pra eu ficar por muito tempo no mesmo ambiente que a sua mãe e irmã. A gente pode se encontrar amanhã
júnior: mas manu…
manuela: você sabe - me abaixei na frente dele - eu prometo que não vou sair do seu lado, mas não vou ficar na sua casa
júnior: tudo bem - nos beijamos - se cuida
manuela: tchau, qualquer coisa me liga - ele assentiu que sim e entrou no carro
Fui pra casa arrasada e chorando, o taxista ficou até preocupado e perguntou se eu estava bem mas, acalmei ele e disse que estava tudo bem. Cheguei em casa e subi direto pro meu quarto, não estava afim de conversar. Tomei um banho quente e demorado, terminei, me enxuguei, vesti o pijama e deitei. Conversei um pouco com a carol e com o marquinhos pelo facetime e eles me acalmaram um pouco mais. Fiquei dando uma olhada sobre as notícias que estavam saindo sobre a lesão do júnior e depois dormi. Acordei com meu celular tocando, olhei no visor, vi que era o júnior e atendi logo.
manuela: oi, tá tudo bem?
júnior: na mesma, tá em casa?
manuela: sim, só trabalho a tarde hoje
júnior: tenho exame hoje, vai comigo?
manuela: tem certeza?
júnior: sim, não quero passar por isso longe de você
manuela: tá, tudo bem. Eu vou tomar um banho e fico pronta rapidinho
júnior: meia hora?
manuela: sim
júnior: ok, passo aí pra te buscar. Beijo
manuela; beijo, até daqui a pouco - desliguei
Levantei logo, arrumei a cama e fui pegar uma roupa no meu closet, deixei ali separada e fui pro banheiro. Escovei os dentes, tomei banho, vesti calcinha e sutiã e saí do banheiro. Me vesti, já arrumei minha mochila pro trabalho, calcei meu tênis e desci. Não tinha ninguém aqui em casa. Tomei só um iogurte mesmo e logo recebi mensagem do junior avisando que tinha chegado. Saí de casa e vi o carro ali na frente. Entrei e levei um susto quando vi os pais dele junto.
júnior: oi - sorriu e me deu um selinho - tá linda
manuela: to nada, nem me maquiei
júnior: e fica mais linda ainda - beijou meu pescoço
neymar: tá de folga, manuzinha?
manuela: não, trabalho a tarde… o-oi dona nadine
nadine: oi - ela virou a cara lá pra janela
O júnior pegou minha mão, me deu um selinho e deitou com a cabeça no meu ombro. Fui fazendo carinho no rosto dele até chegarmos no hospital. Quando o carro parou na frente do hospital que meu pai trabalha, meu coração acelerou. Ainda mais que meu pai é ortopedista, já cuidou de muitos jogadores do psg e, talvez cuide do júnior também. Saímos do carro, o júnior foi entrando de cadeira de rodas e nos levaram pra uma sala onde ele seria atendido. Ficamos lá esperando. A porta foi se abrindo e quando eu vi meu pai entrando com o médico do psg e mais a equipe do júnior, eu gelei.
rafael: boa tarde… - ele parou e ficou me olhando
rica: vocês se conhecem?
manuela: oi, pai
júnior: pai? ele é o seu pai?
manuela: sim
rafael: o que você tá fazendo aqui?
manuela: eu vim com o júnior - segurei a mão do jú e ele ficou de boca aberta me olhando
rafael: manuela! o que tá acontecendo aqui? tá de brincadeira comigo, né?!
manuela: pai… - o júnior segurou firme minha mão
rafael: vocês podem nos dar uns minutinhos? manuela, vem - ele saiu da sala e eu também - que palhaçada é essa de você com o neymar? então é com ele que você anda dormindo quase todas as noites?
manuela: sim, é com ele
rafael: quantas vezes eu falei pra você não se meter com jogador nenhum, principalmente com o neymar? você tem o que na cabeça?
manuela: eu sou adulta o suficiente pra saber com quem eu devo ou não ficar, já tenho 26 anos e acho que você não tem mais o direito de se meter assim na minha vida. Eu gosto do júnior e vou ficar com ele, você querendo ou não. Não vou mais deixar você querer opinar em tudo, ficar falando dele e eu escutar calada
rafael: olha o jeito que você tá falando comigo, olha a influência desse garoto na sua vida
manuela: eu to falando assim porque é o jeito que você merece. Chega, pai. Se você não gosta dele, eu não posso fazer nada por isso, porque eu gosto e não me importo mais com essa sua implicância
rafael: em casa a gente vai conversar
manuela: não, a gente não vai mais conversar sobre isso, é a minha vida, eu escolho
rafael: em casa, manuela - ele entrou na sala
Respirei fundo e esperei um tempinho até a vontade de chorar passar. Entrei na sala e voltei pro lado do júnior que segurou minha mão.
júnior: tudo bem? - assenti que sim
Depois da conversa dos médicos, levaram o júnior pra fazer alguns exames e eu fiquei ali com os pais dele.
neymar: só espero que não seja nada grave
manuela: tomara que não
nadine: pelo jeito, não sou só eu que sou contra esse relacionamento. Quer dizer que tem alguma coisa de errada aí
neymar: nadine, não é o momento
Estava sendo um teste de paciência ficar na mesma sala que a nadine. Eles voltaram pra sala e começaram a explicar o que viram nos exames. O júnior quebrou o pé, mas especificamente o quinto metatarso e teria que operar. De imediato, já foi dito que a cirurgia ia ser no Brasil. O jú estava com os olhos marejados. Fiquei o tempo todo segurando a mão dele, não queria que ele se sentisse desamparado nesse momento. Depois de tudo, fomos indo embora.
júnior: almoça comigo antes de ir pro trabalho
manuela: não, o clima não tá legal
júnior: manu, por favor
neymar: vamos manuzinha, mauro tá preparando um almoço especial
manuela: tudo bem, então eu vou
Fui pra casa do júnior com eles. Chegamos lá e os meninos ficaram surpresos em me ver ali. Dei um beijo neles.
gil: corajosa, hein
manuela: depois do que rolou mais cedo
gil: o que?
manuela: depois te conto
júnior: conheci o sogrão da pior maneira
gil: como assim?
júnior: depois a gente conta
Ficamos ali na sala, o júnior ia contando sobre o resultado dos exames enquanto o pai dele e a assessora iam acertando toda a ida pro Brasil.
manuela: mas cê vai tá com o médico da seleção, em ótimas mãos
júnior: bem que você podia ir comigo, né?!
jota: não vai soltar de você, manu - rimos
nadine: agora vai querer levar essa menina pra todo canto? ela não tem família? só fica grudada em você o tempo todo. Nem nesse momento que você devia ficar só com a família ela não solta
júnior: que isso, mãe?
nadine: to mentindo?
Meu deus! o que eu fiz pra essa mulher me odiar tanto assim? Mas quer saber, chega! Não vou mais ficar calada pra esse tipo de coisa.
manuela: olha, dona nadine, eu não sei qual o motivo desse seu ódio todo por mim mas isso tudo só faz com que eu e o júnior nos aproximamos mais. Você tá livre pra não gostar de mim, me xingar, eu realmente não me importo. Mas tenha respeito pelo seu filho e por esse momento que ele tá passando. Eu to cansada de ficar quieta pra tudo que você fala e inventa de mim. Eu não sou interesseira, eu não quero aparecer e nem vender matéria as custas do júnior. Eu to aqui porque eu gosto dele. Eu não acredito que você seja uma pessoa má, só queria entender porque você me odeia tanto. Mas pode ficar tranquila, to indo embora porque eu tenho um emprego e tenho contas pra pagar e outra coisa, não preciso do dinheiro do júnior, você viu hoje com seus próprios olhos que meu pai é médico e graças a Deus vivemos muito bem. - o silêncio reinou. Acho que tanto que eu fiquei quieta, ninguém esperava que eu fosse falar - tchau, jú - dei um beijo nele - a gente se fala depois, tá?!
júnior: eu te ligo - assenti que sim - se cuida
manuela: você também
Fui embora dali sentindo como se tivesse tirado um caminhão das costas...